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10/10/2013 | Tamanho da Letra A- A+

Deputados discutem proposta salarial para servidores da Segurança Pública

A negociação salarial entre o governo do Estado e praças da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e policiais civis voltou a ser debatida pelos parlamentares durante a sessão ordinária desta quinta-feira (10). 


A proposta do governo, na opinião do deputado Sargento Amauri Soares (PSOL), interessa às cúpulas. “As bases da Segurança Pública estão angustiadas e em dúvida. A proposta é interessante principalmente para delegados e oficiais”, afirmou.

Segundo Soares, os praças da PM e do Corpo de Bombeiros militar reivindicam mudanças no plano de carreira, especialmente referentes aos critérios para promoção. “O comando atual não admite que o praça seja promovido ao menos duas vezes numa carreira de 30 anos. Já a cúpula faz um curso de oficial e pode ter sete promoções. É inaceitável estabelecer critérios mais rígidos para ser promovido a cabo do que para ser coronel, como no caso do comportamento, do teste de aptidão física”, ressaltou. “Isso é discriminatório, é preconceituoso e precisa mudar efetivamente se há o interesse de se avançar no debate, inclusive no subsídio. Para que a base considere e valorize o comando, é preciso que se conquiste o respeito estabelecendo regras igualitárias para todos os militares estaduais”, complementou.

O deputado Maurício Eskudlark (PSD) defende que as promoções sejam automáticas. “Completado determinado tempo de serviço, se não houver condenação em processo criminal ou administrativo, deve acessar a promoção automaticamente. Isso deveria valer tanto na Polícia Civil quanto na Militar. Assim se permitiria começar na base e chegar a coronel. É inadmissível escutar de um colega com 28 anos de serviço que não teve nenhuma promoção”. Em relação à proposta de subsídio para os policiais civis, Eskudlark disse que “se não é a ideal, é boa”.

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