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25/10/2019 | Tamanho da Letra A- A+

Especial Sapateiro: Da profissionalização ao empreendedorismo

Jerônimo Tridapalli iniciou a carreira no calçado por meio de cursos profissionalizantes

 

Contar uma história por meio do calçado é motivo de satisfação para Jerônimo Tridapalli, 33 anos. Atualmente, professor universitário e microempresário da Tridapalli Modelagem para Calçados, ele começou a história na área calçadista com apenas 13 anos de idade.

Inicialmente, Jerônimo trabalhava em um atelier pela manhã, enquanto estudava à tarde e de noite treinava futebol. Mas, aos 15 anos, por meio do convite de um amigo, decidiu se profissionalizar e ingressou no curso de Aprendizagem Industrial em Confecção de Calçados, no Senai de São João Batista.

O curso foi um divisor de águas na vida do adolescente, que despertou o interesse pela profissão de sapateiro. “No começo ia para o curso mais pelo fato de ser remunerado, com carteira assinada. Mas com o passar do tempo, gostei tanto que pensei que poderia crescer no setor”, comenta.

Jerônimo foi aluno destaque tanto no curso de Aprendizagem Industrial quanto no Técnico, que fez logo na sequência. “Os cursos me abriram diversas portas, tanto que comecei a trabalhar como auxiliar de modelagem em uma empresa”, diz.

Aos 19 anos, durante o Curso Técnico, teve uma grande oportunidade ao participar da Olimpíada do Conhecimento, em que disputou a etapa nacional em Recife, conquistando o segundo lugar em confecção de calçado.

Com a profissionalização, Jerônimo teve entrada fácil no mercado de trabalho e conquistou cada vez mais seu espaço. Tanto que em 2011 foi convidado pelo Senai para ser professor do curso de Aprendizagem Industrial, Desenhos Técnicos e Modelagem.

Em 2014, o profissional teve outra grande oportunidade de viajar para a Itália em um projeto em parceria com Senai e Sebrae/SC.

 

Um passo além

Mesmo com uma profissão estável na área do calçado, Jerônimo vislumbrou mais, e em 2012, começou a fazer desenhos de modelagens para alguns colegas fora do horário de serviço.

Com a fidelização dos clientes, percebeu que tinha mercado e começou a investir na compra de equipamentos, juntamente com a esposa Ana Carolina Steil. Hoje, o empresário presta serviços de modelagem para calçado, escala e consumo.

“O que me fez investir na área do calçado foi eu gostar muito de fazer a modelagem, acompanhar o desenvolvimento, desenhar a forma, ver o produto final na caixa e a satisfação do cliente”, afirma.

Para Jerônimo, ser sapateiro é motivo de muito orgulho. “Hoje, depois de tantas lutas, podemos nos considerar verdadeiros artistas, por fazer uma arte que é o calçado”, afirma.


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