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29/11/2019 | Tamanho da Letra A- A+

Falta de vacinas nas unidades básicas de saúde atinge municípios da região

A falta de vacinas no país tem gerado problemas também no Vale do Rio Tijucas. Há, aproximadamente, três meses, a Pentavalente, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e VOP (paralisia infantil) são as mais difíceis de encontrar nas unidades básicas de saúde.

Em São João Batista, a enfermeira Aline Paulista, responsável pelo Departamento de Vigilância em Saúde, explica que no início de novembro foi recebido um quantitativo pequeno de doses da pentavalente. Entretanto, não foi suficiente. “A vacina é importada, comprada e distribuída pelo Governo Federal. A outra que está em falta é a DTP”.

A Pentavalente é aplicada em crianças, em três doses, no primeiro ano de vida dos bebês. A primeira é dada aos dois meses de vida, a segunda aos quatro meses e a terceira quando a criança completa seis meses. Ela imuniza contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Já a DTP é o reforço de 15 meses e quatro anos.

A secretária de Saúde de Canelinha, Vera Lúcia de Jesus, revela que tem bebês de cinco meses que não fizeram nem a primeira dose da Pentavalente, que seria aos dois meses. “No caso da penta, o público prejudicado são os bebês de dois, quatros e seis meses. Isso é ruim, pois atrasa todo o esquema das vacinas”, diz.

A DTP também é a outra vacina em falta em Canelinha. Segundo Vera, não há uma previsão de regularizar, até porque é o Estado quem avisa quando voltará ao normal. “E o que eles veem nos dizendo sempre é que não tem previsão para regularizar”, lamenta a secretária.

Em Nova Trento, além da Pentavalente e DTP, a VOP, que previne contra a paralisia infantil, também falta nas unidades de saúde. “Está em falta há algum tempo, em torno de três meses. O público atingido pela falta são as crianças de dois meses até um ano e três meses”, informa o secretário de Saúde, Maxiliano de Oliveira.

Ele ressalta que, além de não imunizar as crianças público-alvo o mais rápido possível para protegê-las das doenças, tem também a preocupação das mães que se desesperam na ausência delas. “Segundo informações repassadas, esse ano não será liberado nenhum lote a mais para os municípios. Mas estamos esperançosos que até dezembro seja liberado mais algumas doses”, diz.

 

Problema com estoque

A enfermeira de São João Batista, Aline Paulista, destaca que o Ministério da Saúde declarou que o problema com as vacinas aconteceu, porque um estoque de pentavalente adquirido por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foi reprovado em testes de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por este motivo, as compras com o fornecedor indiano Biologicals E. Limited foram interrompidas e não há disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais. O órgão informou que pretende normalizar o fornecimento das vacinas em todo o Brasil até o mês de novembro.